Toda empresa conhece os bastidores da própria operação.
Conhece os desafios enfrentados diariamente.
Conhece as horas investidas em treinamento.
Conhece os problemas resolvidos antes que chegassem ao cliente.
Conhece os processos criados para garantir qualidade.
Conhece a dedicação envolvida em cada detalhe do trabalho.
O mercado não.
Essa diferença parece óbvia.
Mas muitas empresas continuam tomando decisões como se o cliente enxergasse tudo aquilo que acontece internamente.
Ele não enxerga.
E nem poderia.
O cliente toma decisões a partir dos sinais disponíveis.
A realidade e a percepção não são a mesma coisa
Uma empresa pode possuir uma equipe extremamente competente.
Pode investir constantemente em melhorias.
Pode oferecer um atendimento diferenciado.
Pode resolver problemas com excelência.
Ainda assim, o mercado não possui acesso automático a essa realidade.
Entre aquilo que uma empresa é e aquilo que o cliente percebe existe uma distância.
Essa distância é preenchida por sinais.
Avaliações.
Fotografias.
Recomendações.
Informações públicas.
Conteúdos.
Experiências compartilhadas.
É através desses elementos que a percepção começa a ser construída.
As pessoas interpretam aquilo que conseguem observar
Imagine alguém procurando um restaurante para uma ocasião especial.
Ou pesquisando uma pousada para uma viagem em família.
Ou buscando uma empresa local para resolver uma necessidade importante.
Essa pessoa não possui acesso aos bastidores.
Não conhece os processos.
Não conhece os treinamentos.
Não conhece os padrões internos de qualidade.
Ela observa sinais.
A partir desses sinais, cria expectativas.
Constrói hipóteses.
Forma opiniões.
Toda decisão acontece sobre uma interpretação da realidade, não sobre a realidade completa.
A ausência também comunica
Existe um detalhe que muitas empresas ignoram.
Não são apenas os sinais presentes que influenciam decisões.
Os sinais ausentes também exercem impacto.
Poucas avaliações.
Informações desatualizadas.
Perfis abandonados.
Descrições genéricas.
Falta de evidências.
Tudo isso comunica alguma coisa.
Mesmo quando a intenção não é transmitir nenhuma mensagem.
O mercado interpreta ausências da mesma forma que interpreta presenças.
E nem sempre essa interpretação favorece a empresa.
A confiança cresce através de evidências
Nenhum cliente consegue prever exatamente como será uma experiência futura.
Por isso, procura indícios.
Procura evidências.
Procura confirmações.
Quanto maior o número de sinais apontando para a mesma direção, maior tende a ser a sensação de segurança.
A confiança não costuma nascer de uma única informação.
Ela nasce da convergência de várias pequenas evidências que reforçam umas às outras.
Uma avaliação positiva isolada possui valor.
Dez avaliações coerentes possuem muito mais.
Uma fotografia ajuda.
Diversas fotografias consistentes ajudam mais.
O cérebro procura padrões.
E padrões geram previsibilidade.
A previsibilidade reduz riscos
Grande parte das decisões humanas está relacionada à tentativa de reduzir incertezas.
As pessoas procuram opções que pareçam previsíveis.
Não necessariamente perfeitas.
Mas previsíveis.
Quando uma empresa transmite sinais coerentes, ajuda o cliente a imaginar como será a experiência futura.
E quanto mais fácil se torna imaginar essa experiência, menor tende a ser a sensação de risco.
É exatamente por isso que negócios com boa reputação frequentemente encontram menos resistência durante a jornada de decisão.
Eles tornam o futuro mais previsível.
Conclusão
O cliente não vê seu esforço.
Não acompanha seus bastidores.
Não conhece seus processos.
Não presencia a dedicação envolvida na construção daquilo que você entrega.
O que ele vê são sinais.
E são esses sinais que ajudam a construir confiança, reduzir incertezas e influenciar escolhas.
Por isso, não basta apenas realizar um excelente trabalho.
Também é necessário tornar esse trabalho perceptível.
Porque aquilo que permanece invisível possui dificuldade para participar da decisão.
E aquilo que não participa da decisão dificilmente será escolhido.
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